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Published 12 de dezembro de 2019

Talvez a melhor forma de implementar a gamificação nas empresas é começando pela área de recursos humanos. Em todas as experiências que tive trabalhando com isso, os profissionais de RH eram as principais pessoas ou estavam envolvidas de alguma maneira no projeto.

E faz total sentido quando pensamos – nunca vou me cansar de repetir – que gamificação é primeiro sobre pessoas, antes de ser sobre games. Motivá-las é talvez o principal propósito da área de recursos humanos. São profissionais que precisam estar o tempo todo atentos ao comportamento e às necessidades dos colaboradores da empresa, garantindo assim o bem estar e a vontade deles de voltar para trabalhar no dia seguinte.

Caso você seja da área de recursos humanos, vou deixar cinco etapas para começar a implantar a gamificação na sua empresa.

1. Defina o seu objetivo

Você quer aplicar a gamificação com que objetivo? Tenha isso claro desde o início, se possível com uma métrica bem definida.

Mas nada de “melhorar o clima” ou “aumentar o engajamento”. Apesar da gamificação ajudar nestes pontos, eles são quase que efeitos colaterais.

Um bom objetivo seria “aumentar em 10% a satisfação dos funcionários” ou “dobrar o número de colaboradores participando de nosso treinamento”.

2. Descubra o perfil dos colaboradores

Não estou falando de faixa etária ou escolaridade, isso certamente você já sabe. Procure descobrir o que as pessoas gostam de fazer, de pensar quando estão na empresa. Com quem elas gostam de ir almoçar? Onde?

Tente entender também o que elas gostam de fazer quando não estão na sua empresa. Quais os seus objetivos pessoais? O que elas valorizam?

Existem várias formas de fazer isso. Formulários online, caixa de sugestões e intranet por exemplo. A que eu mais gosto é conversando mesmo. 🙂

3. Descubra os alinhamentos entre os propósitos

Toda empresa tem uma missão, além de dar lucro. Na maioria das vezes as pessoas esperam que seu trabalho tenha um propósito e que, se possível, ele esteja em acordo com os delas próprias.

Entender melhor o perfil dos funcionários é importante porque você pode descobrir onde está a motivação de cada um deles. Assim vai conseguir alinhá-las com o propósito da empresa.

4. Descubra o perfil dos jogadores

Depois de muita conversa, junte todas as informações que conseguiu e então perceba mais ou menos – sim, não é uma ciência ainda – quais são os perfis de jogadores que existem na sua empresa. Ou pelo menos onde estão a maioria deles.

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Saiba mais

Existem vários estudos sobre perfis de jogadores, então vou apenas descrever os quatro mais utilizados:

Ícones descrevendo os perfis de Bartle

Os Competidores que estão preocupados em vencer sim, mas mais importante que isso, buscam a derrota do adversário. Os Realizadores que facilmente podem ser confundidos com competidores, mas seu foco está muito mais na tarefa em si e no desafio a ser superado.

Os Socializadores que basicamente procuram a interação com outras pessoas e utilizam o jogo como um contexto para isso. E os Exploradores que tem como objetivo descobrir tudo e qualquer coisa que esteja disponível na experiência proposta.

5. Descubra os elementos que funcionam

Você que não é da área de recursos humanos talvez possa se surpreender com essa informação mas nenhuma pessoa é igual a outra.

Cada pessoa tem seus sonhos, suas manias e seus propósitos. Cada uma delas está em uma fase da vida, em um relacionamento. É claro que elementos de jogos vão funcionar de maneiras e intensidade diferentes para cada pessoa. Mas isto não quer dizer que você tenha que pensar em uma estratégia para cada uma delas.

Comece com um ou dois elementos em um grupo piloto. Então observe e ajuste o que for necessário de acordo com o seu objetivo com a estratégia. Melhor ainda se você conseguir um grupo de pessoas empolgadas com a nova abordagem e que possam contribuir com ideias próprias. Elas estão imersas no dia a dia e trarão ótimos insights para a estratégia.

Com o passar do tempo as pessoas vão se acostumando e assim você pode ir inserindo novos elementos na sua gamificação.

Em resumo

Concluindo, a área de recursos humanos talvez seja a mais capacitada para entender e alinhar os desejos dos funcionários com os objetivos de negócio da empresa. É nesta parte que estão as maiores chances de sucesso de uma estratégia de gamificação. 🙂

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