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Published 1 de outubro de 2020

Não me canso de repetir: gamificação não é uma panaceia.

A gamificação é uma estratégia que funciona bem quando minimamente planejada, mas está sujeita a ser substituída caso perca sua eficiência – como em qualquer outra estratégia.

Precisamos acompanhar de perto, medir o que puder, ajustar o que precisar e repetir o processo enquanto tudo estiver funcionando.

Mas existem alguns sinais de que ela pode estar fracassando e quanto mais cedo a gente perceber isso maiores as chances de ajustarmos a direção. Antes que seja tarde demais.

Super valorização dos vencedores.

É bastante comum em qualquer estratégia de gamificação existir algum tipo de ranking e uma premiação para os melhores colocados. Desde que não seja a única estratégia de motivação, não há nada errado com isso.

O risco é quando os participantes começam a super valorizar estar em primeiro lugar: o foco da motivação sai da jornada e passa para o resultado final.

Quando isto acontece a mensagem acaba mudando. As pessoas começam a entender que os fins justificam os meios e pode estimular toda a equipe a buscar atalhos – às vezes bem controversos – para terminar em primeiro lugar.

A gestão não está mais participando.

No começo tudo é novidade e as pessoas participam ativamente! É bem normal haver um pico de atividade nas primeiras semanas e uma estabilização depois, já vi isto acontecendo várias vezes.

E não há com o que se preocupar se a atividade baixar depois de algumas semanas.

O perigo é se você perceber que houve uma fuga dos gestores.

Por mais divertido que seja sua estratégia de gamificação, no fim do dia as pessoas estão trabalhando e querem que seus gestores saibam disso. E se eles não estiverem na estratégia não há porque os colaboradores continuarem na gamificação, certo?

Virou uma ação isolada na empresa.

A gamificação está ficando cada vez mais difundida no mundo corporativo e é normal a curiosidade de se testar a estratégia. Algumas pessoas gostam mais, outras menos, mas todo mundo acaba se envolvendo de algum modo e se engajando.

Mas não adianta continuar forçando a gamificação se ela se descolar dos objetivos da empresa em algum momento. Manter uma estratégia que não influencia nenhuma métrica de negócio é perda de tempo e dinheiro.

Resumindo, o melhor jeito de evitar o fracasso de sua estratégia é prestar atenção nas pessoas que estão participando dela. A gamificação é primeiro sobre pessoas, depois sobre games.

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