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Published 8 de novembro de 2018

Em qualquer trabalho que realizamos existe um elemento de diversão. Ache esta diversão e – SNAP – o trabalho vira um jogo!

Mary Poppins é um filme incrível da Disney. Já publiquei esta frase algumas vezes em redes sociais porque ela é quase um mantra já pra mim.

Porém o filme inteiro é uma aula de como encarar as dificuldades e encontrar novas formas, preferencialmente divertidas, de fazermos o que precisa ser feito. É a definição de gamificação pra mim.

Seja no trabalho, estudando ou nas rotinas de casa, nosso dia a dia não é lá muito divertido. Tendemos a separar o que é diversão da obrigação porque nos ensinaram assim. A diversão no inconsciente está ligada ao prazer, ao ócio, à falta de produtividade. É na obrigação que estão as atividades que nos engrandecem porque “o trabalho dignifica o homem” e só assim que vamos evoluir e produzir, não é isso? Steven Johnson tem um TED ótimo sobre isso.

No filme, quando os pequenos Michael e Jane torcem o nariz para arrumar a bagunça é que Mary Poppins diz esta frase. E obviamente eles acham qual é a diversão ali e se divertem arrumando tudo.

Estamos tão acostumado a tratar estes dois assuntos como pratos em uma balança que nem enxergamos outras possibilidades.

O contrário de diversão não é trabalho, é depressão.

Esta frase não é do filme, é do Brian Sutton-Smith. Ele foi um teórico que passou a vida tentando descobrir o significado cultural da brincadeira em nossa sociedade. Mas é uma ótima citação para deixar claro duas coisas: a primeira é que sou um colecionador de frases compulsivo; e a segunda, mais importante, é que tirar a diversão não necessariamente aumenta a produtividade! A probabilidade é que ocorra o inverso inclusive.

Uma ajuda para fazer o que precisa ser feito

Voltando à Mary Poppins, em um momento do filme as crianças precisam tomar seu remédio e, claro, ele tem um gosto horrível. Então a babá utiliza uma colherzinha de açúcar para ajudar a fazer o remédio “descer redondo” (liberdade poética). É uma boa analogia para a gamificação: não vai adiantar trocar o remédio que você precisa tomar, mas uma colherzinha de açúcar vai ajudar você a encarar o que precisa ser feito.

Mas, assim como o açúcar, não dá pra exagerar na dose.

Usar elementos de jogos em excesso pode trazer vários problemas no engajamento, talvez o principal deles seja a distração. As pessoas podem ver na gamificação uma maneira de escapar do mundo real, de fugir do que elas tem que fazer de fato.

E é claro que a Mary Poppins também fala sobre isso no filme. As crianças ficam tão empolgadas com a brincadeira de arrumação que a babá solta outra pérola:

Enough is as good as a feast.

É difícil uma tradução literal, mas é algo como “o suficiente é tão bom quanto o excesso”. No sentido de que você não vai obter ganhos maiores tendo mais do que precisa.

Na verdade é um provérbio inglês, mas na minha realidade foi a Mary Poppins que inventou.

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